COC – Voluntários na Worl Cup 2000

O Chefe, o Culpado e a Testemunha

Do fundo do baú saiu esta fotografia que nos leva ao segundo ano da existência do COC – Clube de Orientação do Centro.

Corria o ano de 2000 quando alguns sócios do COC, responderam ao pedido da FPO para colaborarem numa organização internacional, que se iria realizar na Marinha Grande e na Mata de Monsanto.

Ávidos por conhecermos mais a modalidade, conhecermos e estarmos perto dos craques dessa altura, integrarmos o Staff de um grande evento internacional, lá me apresentei eu Carlos Monteiro, o Rui Antunes, o Manuel Domingues, o Rui Tenreiro e creio também o Luís Tenreiro.

A memória já falha muito e, porque na altura não havia ainda os Smartphone nem máquinas fotográficas digitais, não encontrei mais do que um registo fotográfico desse grande evento para me ajudar a redigir estas linhas. Possivelmente poderão ter também integrado o Staff outros membros do COC, mas não me lembro se sim e, nesse caso, quem teria sido.

A Final Round da World Cup disputou-se então em Outubro de 2000, no mapa de Pedreanes, ali junto à sede da FPO, esse mesmo mapa onde em 2002 realizamos o nosso primeiro POM, onde realizamos imensos treinos e diversas provas locais, regionais, nacionais e até internacionais.

Conforme referi já, a memória vai faltando, pelo que e desde já peço desculpa por eventuais incorrecções nos factos aqui relatados.

Não me lembro em que equipa ficou o Rui e o Luís Tenreiro, lembro-me sim que me ensinaram uma maneira invulgar de tomar um confortável e retemperador banho na floresta, após uma bela corrida matinal.

Todo o Staff estava alojado na colónia de férias da PSP na Praia da Vieira, mas como vivíamos em Leiria, optamos por vir sempre dormir a casa.

Apresentávamo-nos ao serviço muito cedo, mas para matar o vício, estávamos nas imediações da Arena (muito perto de onde é hoje a actual sede da FPO) 2 horas antes e lá íamos fazer uma corrida. Depois era o tal banho criado ou inventado pela Dona Margarida, mamã dos manos Tenreiro. Ao sairmos de casa molhávamos em água bem quente uma toalha de rosto ou banho, que depois de enrolada (não espremida) era colocada num saco de plástico que se fechava e tudo embrulhado num jornal para manter a temperatura. Treino concluído, corpo ao léu e toca a esfregar a toalha quentinha pelo corpo, retirando assim todo o suor e ficávamos então prontos para o trabalho.

O Manuel Domingues e o Rui Antunes ficaram colocados na equipa de Partidas, enquanto eu fui para a equipa que tinha a seu cargo a montagem de tendas para as selecções nacionais, onde os atletas deixavam os seus pertences, se equipavam e regressavam após concluírem a sua prova.

Em Pedreanes disputaram-se 2 provas, sendo a primeira uma distância média, onde 2 atletas empataram ao segundo e, consequentemente, tivemos 2 primeiros classificados.

A Distância Média servia também como apuramento para a final na Distância Longa, havendo uma final A para os apurados e uma Final B para todos os restantes, em ambos os géneros (W e M).

Eis-nos então nas Partidas para a Final da Longa, um palanco em madeira para onde subiam os atletas no minuto -1 devidamente encaminhados pelo Manuel Domingues (A Testemunha – não visível na fotografia). No cimo do palanco estava o Bruno Oliveira (O Chefe da equipa) e o Rui Antunes (O Culpado) na entrega dos mapas.

Havia um atleta Russo apurado para a Final A que concluiu a sua prova e, qual não é o espanto, quando constata que tem um MP. O que se teria passado? Qual o ponto trocado? E eis então que se percebe “levou o mapa da Final B”.

Ultrapassada a troca de mapa com muito fair play pelo atleta Russo, o grupo do COC iniciou as averiguações sobre como e quem fez a troca e chegamos à conclusão de que o CULPADO seria o Rui Antunes. Prontamente ele se defendeu e aponta a troca para o CHEFE o Bruno Oliveira. Bem restava-nos falar com a TESTEMUNHA  o Manuel Domingues, mas prevaleceu o empate de uma opinião para o Rui outra para o Manuel.

Também tivemos o prazer de correr os 2 percursos de Pedreanes, depois de concluída a prova e o trabalho, mas para fazermos a prova tivemos que pagar o mapa (inscrição) à FPO.

De Pedreanes a prova foi para a Mata de Monsanto em Lisboa onde foi disputada uma estafeta.

Foi uma semana enriquecedora, onde muito aprendemos e depois replicamos nos eventos COC que se seguiram, mas fundamentalmente muito nos divertimos e ainda hoje continuamos a ter este episódio muitas vezes como tema de conversa e gozo.

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